segunda-feira, 5 de agosto de 2013

.. (SILÊNCIO)

Deitada nesta areia fria, escuto a imponência da água ao embater no areal, as pessoas que passam e vão falando e a voz que a minha cabeça insiste em não calar.
Por alguma razão vim para aqui.
Agora que o meu remédio se tornou doença, resta-me este analgésico, esta brisa que acalma até a fera mais enfurecida.
Sim. Tu, autrora meu abrigo, meu amor correspondido, mudas-te sem razão para te tornares dor do meu coração. E esta dor, não penses, não é fácil de curar.
É assim o amor. Um dia a sorrir, outro dia a chorar. Mas ainda assim, não se deixa de amar. Faz parte da rotina do ser humano, desta criatura ignorante, ambicionar a felicidade que nenhuma outra coisa nos pode dar, na sorte de esta um dia se vir a eternizar.
Fica assim aqui um beijo, um carinho e um coração…                             

… Sozinho.



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